A Origem do Hebraico

Existem muitos tipos de idiomas semíticos que são separados em três grandes grupos: oriental, sul e noroeste. O semítico oriental originou a linguagem da Assíria, de Acade e da Babilônia; o semítico do sul originou os idiomas árabes e etíopes. Já o semítico noroeste foi dividido no aramaico e no cananeu.


O aramaico se desenvolveu muito e se espalhou por todo o oriente, sendo chamado também de aramaico imperial, mas também originou o dialeto siríaco, mandaico e o aramaico do Talmud babilônico. Todas as potências do mundo antigo falavam o aramaico ou um dialeto próximo. Por este motivo vemos na Torah que quando Abraão sai de Ur em direção a Canaã, ele passa por muitos lugares inclusive o Egito e ele todos se entendiam. Os livros escritos no período exílico e pós-exílico também foram escritos em aramaico, como grande parte dos livros de Daniel e Esdras, além de pequenos trechos de Jeremias.


O dialeto cananeu se acha principalmente na Síria e na Palestina, tendo como um dos principais dialetos o fenício. O hebraico é um dialeto cananeu que começou a se desenvolver independentemente, sem ramificação de nenhum outro. Os achados arqueológicos mais antigos que registram este dialeto foram encontrados próximo ao Sinai e, somando ao fato de não haver uma origem bem definida, considera-se um idioma sagrado que teria sido dado pelo Eterno ao Seu povo no monte, e que depois chegou a Canaã. Este dialeto era pictográfico (em forma de desenhos) inicialmente, chamado de Hebraico Ancião, mas conforme foi passando o tempo passou-se a adotar caracteres próximos do aramaico antigo e do fenício, transformando num alfabeto consonantal, chamado de Paleo-hebreu.


Após o exílio babilônico, a escrita em paleo-hebreu caiu em desuso e passou-se a utilizar o

alfabeto aramaico, ou seja, as letras quadráticas que se acham impressos nos livros hoje, mas as palavras continuavam sendo hebraicas.


Com o crescimento do cristianismo romano, acreditava-se que era necessário estabelecer um texto padrão das escrituras, pois haviam várias versões em dialetos diferentes e optaram por utilizar o texto pós-exílio pela conservação e clareza na escrita, pois no primitivo haviam muitas variantes arcaicas e mais complicadas.


A versão hebraica das escrituras usada atualmente é conhecida como texto massorético, escrita pela família de escribas Ben Asher(chamados Massoretas) datada de aproximadamente 895 d.c. Eles foram os responsáveis por renascer o idioma hebraico após quase se tornar uma língua morta, já que pessoas não sabiam mais ler o hebraico. Por conhecerem a estrutura e a pronúncia da Torah. Então eles se reuniram para separar e pontuar o idioma, afim de que qualquer pessoa pudesse aprender e ler sozinho. Assim surgiram as massoréticas e a métrica do texto.


O hebraico é um idioma musical. A métrica do texto da Torah e do Tanakh é similar a uma partitura, indicando os altos e baixos, pausas e términos das frases etc, fazendo com que toda a escritura possa ser cantada.


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